• Rafael Biasi

Visual Law e seu Impacto no Mundo Jurídico

“Uma imagem vale mais do que mil palavras”, já diria o ditado.



A era da transformação digital vem atingindo todos os setores corporativos, inclusive a

advocacia. Para tanto, novas possibilidades de comunicação surgem frequentemente

e, dentre elas, o Visual Law.


A ferramenta pode ser definida como uma forma de comunicação visual ágil que une o

Direito, a tecnologia e o design com o intuito de ultrapassar a dificuldade de linguagem

ou até mesmo formalismo jurídico, facilitando a compreensão do conteúdo a ser

reprisado. Portanto, a figura do Visual Law busca traduzir textos, como teses

complexas, em imagens, fluxogramas, figuras, vídeos, ícones, gráficos, infográficos e

mais infinitas possibilidades visuais.


O Visual Law não se prende apenas à advocacia forense, tampouco restringe-se para

apresentar um conteúdo ou resultado aos clientes, mas também pode ser utilizada em

todos os tipos de contratos visando facilitar o entendimento das partes.


Extensas contestações, petições iniciais ou contratos, por meio do Visual Law, são

facilmente transformadas em documentos de fácil acesso, entendimento leve e

compreensão visual para que o leitor consiga vislumbrar o conteúdo repassado.


Além disso, o Visual Thinking vem acompanhando o movimento do Visual Law com a

ideia de tornar o conteúdo jurídico mais visual e interativo, com elementos que visam

possibilitar ao leitor um entendimento simplificado do assunto abordado. É uma forma

de parar, pensar e traduzir para uma forma visual o teor abordado no documento.


Não se trata de uma exclusão textual, mas sim de uma combinação entre elementos

visuais e textuais para contar uma história de forma mais interativa, suscita e até

menos entediante.


A correta interpretação do leitor é extremamente relevante na advocacia, tendo em

vista que um documento truncado e pesado não atrai a atenção de quem está lendo.

Nessa ocasião, o advento do Visual Law anda lado a lado com o advogado para

possibilitar que a entrega da mensagem seja cem por cento efetiva.


A utilização de QR Codes, por consequência, torna-se mais frequente nas petições,

uma vez que facilita “linkar” o conteúdo jurídico com áudio ou até mesmo vídeo para

complementar a matéria tratada.


O desenvolvimento de conteúdos de Visual Law não está entre as aptidões mais

comuns entre juristas, portanto profissionais das áreas de designs, programadores,

publicitários, entre outros, podem formar equipe multidisciplinares para conseguir

transformar o conteúdo jurídico em um instrumento interativo e mais compreensivo.


A era da tecnologia é agora. A advocacia deve acompanhar este movimento e, entre

as ferramentas disponíveis, o Visual Law é a tendência de comunicação jurídica nesta

era.

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