Apostas Esportivas: Importantes Dados sobre o Mercado e Apostadores Brasileiros
- Rafael Biasi
- 26 de out. de 2021
- 6 min de leitura

1. Panorama geral da pesquisa
Em junho deste ano, com base nos dados da Industry Insights - Telecom, Plataformas e Serviços de Educação e de autoria da Inteligência de Mercado Globo, uma extensa pesquisa foi elaborada com o título de “O mercado de apostas esportivas – Um panorama sobre o alcance global da atividade e do potencial dos players brasileiros”. É um estudo praticamente inédito no recente universo das apostas no Brasil.
O presente material expressa os conceitos e termos extraídos especificamente da pesquisa. Não há intervenções e mudanças dos termos adotados pelos seus autores.
2. As apostas esportivas no Brasil
Inicialmente cabe explicar a situação legal das apostas esportivas no Brasil: as apostas esportivas de quota-fixa foram legalizadas pela Lei Federal n. 13.756/2018 como uma modalidade lotérica. Apesar de ter a lei fixado o prazo de até quatro anos, as apostas esportivas de quota fixa ainda pendem de regulamentação pelo Poder Executivo federal. De 2018 até o presente momento foram debatidas formas diferentes de regulamentação e realizaram-se audiências públicas para compreender a realidade do setor. Segundo informações da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (SECAP), o início das operações se daria no primeiro semestre de 2022.
O mercado das apostas esportivas cresce cerca de 11,5% ao ano. Em 2020, o mercado global foi avaliado em US$ 59,6 bilhões – com um crescimento promissor esperado podendo chegar até US$ 127,3 bilhões em 2027.
No Brasil, o mercado de apostas esportivas alcançou a marca de R$ 7 bilhões de reais em 2020. No período entre 2018 e 2020, o setor cresceu de R$ 2 bilhões para R$ 7 bilhões.
3. A publicidade das apostas e o seu impacto no brasileiro
Um dos fatores relevantes para o potencial crescimento do mercado brasileiro nos últimos anos é o investimento publicitário de marcas internacionais consolidadas que visam explorar as apostas esportivas no Brasil:

Aliás, as casas de apostas estão diretamente ligadas aos números apresentados acima e são responsáveis por grandes investimentos nos clubes brasileiros. Atualmente, próximo de 30[1] times da Séria A e B do Campeonato Brasileiro foram ou são patrocinados por casas de apostas. O setor é responsável por mais de 60% de todo o patrocínio recebido entre esses clubes.
51% dos entrevistados concordam com a frase “Comecei a apostar depois de ser impactado por publicidade”. Além disso 71% lembram de ter visto a publicidade de algum site de apostas.
Entre as plataformas com circulação de publicidade lembradas pelos participantes, destacam-se Internet com 64%, Rede Social com 54%, TV por assinatura com 48%, TV aberta com 47%, Jornal com 16%, Mídia exterior com 16%, Revista com 16% e Rádio com 13%. No mais, 85% concordam ou concordam totalmente que sites mais conhecidos são mais confiáveis e 72% gostam de ver a marca que apostam ativa em publicidade.
4. O universo dos e-Sports
Antes de tratar dos dados relevados sobre e-Sports, é oportuno fazer uma diferenciação entre e-Sports e games. Resumidamente, o e-Sport é um esporte eletrônico com um ecossistema de competição e game é jogo eletrônico com prática, hábito de entretenimento e passatempo.
Os e-Sportistas (ou: cyberatletas) estão ligados diretamente ao videogame de forma competitiva estruturada, com ecossistema de competições realizadas, eventos, entre outros. Os gamers, por sua vez, são fãs de games e puramente jogam videogame como forma de entretenimento e hobby.
A indústria dos esportes eletrônicos está em franca expansão no Brasil, que é também um dos países com mais entusiastas no mundo, apenas atrás de EUA e China. A estimativa é que o mercado, a nível mundial, fature US$ 1 bilhão pela primeira vez em 2021, um avanço de 14,5% ao ano anterior.
Além disso, o gigantesco faturamento dos games já vale mais que as indústrias do cinema e da música juntas, especialmente após o isolamento social causado pela pandemia, que fez o setor crescer significativamente. Em 2019, a final da Copa do Mundo de League of Legends registrou a incrível marca de 99,6 milhões de expectadores.
5. As modalidades de apostas e os impactos nos brasileiros
Apostar online, para 67% dos brasileiros participantes da pesquisa, significa uma forma de entretenimento; para 43% um negócio; 38% consideram um esporte; 23% vêm como jogo de azar; e 12% entendem a prática como “algo ilegal”.
Além das apostas esportivas, a pesquisa revelou que os brasileiros investem também em Loteria Federal[2](69%), Fantasy Game[3] (38%), Cassino Online[4] (36%), Aposta Informal em assuntos diversos[5] (33%) e Bingo online[6] (32%).
Fantasy Game, que é modelo de jogo online onde os participantes escalam jogadores reais para times virtuais ou imaginários com base em algum esporte profissional, são utilizadas plataformas como Cartola FC (78%), ESPN Fantasy (57%) e Reis da Bola (50%), sendo os principais esportes o futebol (95%), o vôlei (48%), o basquete (52%) e o futebol americano (42%).
Já nos Cassinos Online, os brasileiros têm preferência para as modalidades como Blackjack (66%), Roleta (78%), jogos de mesa (64%), Slots[7] (63%), Vídeo Poker (61%) e jogos com crupiê ao vivo (50%).
Voltando às apostas esportivas: 12% dos participantes declararam que as apostas esportivas são sua principal fonte de renda e mais da metade afirma ter começado a apostar durante a pandemia (59%), enquanto 13% iniciaram entre 12 e 18 meses e 28% são apostadores há mais de 18 meses.
Falando em pandemia, diante da disponibilidade de tempo para se dedicar para apostas, a pesquisa revelou que 27% dos participantes aumentaram a quantidade de apostas; e, para 18% deles, a pandemia não afetou sua forma de apostar. Os mais cautelosos, cerca de 22%, optaram por apostas com menos riscos e 21% diminuíram os investimentos das apostas.
Para identificar o perfil do apostador a baliza é a frequência de suas apostas. A pesquisa revelou que 18% são “Super Heavy User” (7 vezes na semana), 16% são “Heavy User” (4-6 vezes na semana), 48% são “Medium User” (1-3 vezes na semana) e 18% são “Light User” (2-3 vezes no mês ou menos).
Enquanto isso, 55% dos apostadores são identificados como “moderados”, isto é, jogadores preservam a segurança nas apostas, mas gostam de arriscar às vezes; 33% são “conservadores”, evitam correr riscos; e 12% reputam-se “agressivos”, pois costumam se arriscar em busca de rendimentos maiores.
Sobre os investimentos mensais[8]: a pesquisa revelou que 18% investem até R$ 30,00; 17% entre R$ 31,00 e R$ 50,00; 9% entre R$ 51,00 e R$ 70,00; 18% entre R$ 71,00 e R$ 100,00; 17% entre R$ 101,00 e R$ 200,00; 9% entre R$ 201,00 e R$ 500,00; e 10% mais de R$ 501,00 em investimento mensal.
A escolha do site de aposta é geralmente influenciada por amigos, publicidades, redes sociais e outros. Mas os principais fatores, por grau de importância, revelados pelos participantes foram: (1º) rapidez nos pagamentos; (2º) bônus de incentivo (apostas grátis); (3º) ampla oferta de formas de transferência de valores, depósitos e saques; (4º) melhores cotações nas odds (probabilidades de ganho) dos jogos; e (5º) maior quantidade de modalidades esportivas, jogos e mercados dentro de cada jogo.
Entre os esportes mais apostados, a paixão do brasileiro por futebol, é claro, prevalece sendo apostado por 81% dos brasileiros. Enquanto isso, simultaneamente os apostadores também atuam em basquete com 33%, e-Sports 29%, Poker 26%, MMA 23%, Vôlei 23%, Corrida de cavalo 21%, Boxe 21%, Futebol Americano 21% e tênis com 19%.
Em se tratando de em futebol, o gráfico abaixo demonstra quais os campeonatos que mais recebem apostas:

Fonte: Industry Insights - Telecom, Plataformas e Serviços de Educação – Globo | Pesquisa “Brazilian Player: o mercado de apostas esportivas no Brasil” Jun21
Já os tipos de apostas, os mais populares são apostas simples[9] com 55%; a aposta múltipla[10] conta com 42% e dupla chance[11] com 36%.
6. Conclusão
A expansão do mercado das apostas no Brasil durante a pandemia foi fundamental para alavancar os expressivos números vistos nesta pesquisa. O setor vive uma realidade totalmente diferente de anos atrás, o que vem atraindo para o Brasil os principais operadores de apostas no mundo, que entendem que o país possui um mercado atrativo e promissor.
Por fim, a pesquisa aponta que o mercado bilionário de apostas esportivas se tornou uma febre no país e no mundo e nem mesmo o isolamento social foi capaz de frear os números do setor. Apostar tem sido uma oportunidade lucrativa não só para os amantes de esportes - que investem nas mais diversas modalidades, em especial no futebol - mas também para as marcas, que tentam aproveitar a alta visibilidade. Uma “win-win situation”, como dizem os apostadores, onde todos ganham.
[1] É oportuno registrar que na pesquisa o número exposto é de 14 dos 20 clubes da Série A e outros 11 na Série B. Porém, a pesquisa foi realizada em junho/2021, então os dados estão levemente desatualizados. [2] Loteria federal, exploradas pela Caixa Econômica Federal, é representada pelos produtos lotéricos popularmente conhecidos como Mega-Sena, Quina, Lotomania, Duplasena, Lotofácil, Timemania, Loteca, Lotogol, entre outros. [3] Um exemplo de Fantasy Game é o Cartola FC explorada pela Globo Comunicação e Particiações S/A. [4] Os Cassinos Online estão sendo explorados atualmente por empresas internacionais que operam com seu site sendo hospedado no exterior. [5] Por exemplo, Jogo do Bicho. [6] Os Bingos Online estão sendo explorados atualmente por empresas internacionais que operam com seu site sendo hospedado no exterior. [7] Máquinas de Caça-níqueis [8] Apenas 2% não utilizam dinheiro real e apostam somente com bônus ou dinheiro fictício [9] O participante aposta em um resultado e, se a sua previsão estiver correta, ele ganha. [10] Apostas em dois ou mais resultados, por exemplo, dois jogos de basquete distintos. A aposta múltipla paga somente se o resultado de todas as escolhas do participante estiverem corretas. [11] O participante escolhe dois dos três resultados possíveis (vitória, derrota e empate) – o que aumenta suas chances de ganhar, mas reduz o lucro em caso de acerto.



Achei excelente a abordagem jurídica e analítica do post, pois é essencial discutir os dados reais por trás desse fenômeno que mudou a rotina de entretenimento de milhões de brasileiros. No meu círculo de amigos do trabalho, por exemplo, o assunto principal do almoço de sexta-feira quase sempre gira em torno dos palpites da rodada do Brasileirão ou das dinâmicas dos novos jogos de cassino que todo mundo está testando. Para não ficar de fora das discussões e entender melhor como funcionavam os mecanismos de volatilidade que a galera tanto comentava, resolvi criar uma conta para jogar de forma bem moderada, entrando pelo endereço oficial https://gatesolympusgame.br.com/ no meu tablet. Essa experiência prática me fez perceber que, quando o usuário define um…
Deixa eu contar uma parada que rolou ontem. Eu estava assistindo ao clássico na TV e queria muito mandar um palpite rápido porque o jogo estava pegando fogo. O problema é que meu notebook resolveu atualizar bem na hora e eu perdi a odd que eu queria. Fiquei muito na bronca! Comecei a pesquisar como facilitar isso e tropecei betano app. Alguém aqui já usou? É seguro mesmo? Eu queria saber se o app funciona bem no meio da correria, se não trava quando a gente precisa encerrar uma aposta ou mudar o valor. Vale a pena baixar ou é melhor continuar passando raiva no PC?
Os dados apresentados no artigo mostram com muita clareza como o mercado de apostas esportivas cresceu no Brasil nos últimos anos e como esse aumento está diretamente ligado ao avanço tecnológico e à mudança no comportamento do consumidor. É interessante perceber como o público brasileiro passou a lidar com esse tema de maneira mais informada, principalmente https://onabet-brazil.net/ devido ao acesso fácil a plataformas digitais e conteúdos explicativos. A análise também ajuda a entender como fatores econômicos, sociais e jurídicos se conectam para moldar o cenário atual do setor. Esse tipo de abordagem é fundamental para quem deseja compreender o funcionamento do mercado de maneira séria, baseada em números concretos e não apenas em impressões.